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A Sua Vida Vale Tudo

#ASUAVIDAVALETUDO

 

 

 

O mês de novembro é dedicado, mundialmente, à conscientização da sociedade para algumas doenças dos homens, em especial, o câncer de próstata. Nós, no entanto, queremos você em campo o ano todo, pois acreditamos que o cuidado com a saúde do homem é assunto que não pode parar de rolar.

A campanha #ASUAVIDAVALETUDO, criada pela Janssen, está focada não apenas em alertar os homens sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e da adesão ao tratamento do câncer de próstata, mas, sobretudo, em reforçar a necessidade do acompanhamento médico contínuo – mesmo após o tratamento –  a fim de driblar a retomada da doença.

Por isso, nós preparamos para você a Cartilha de Saúde Masculina e Prevenção ao Câncer de Próstata. Confira aqui!

O que é o câncer de Próstata?

É o segundo tumor maligno mais comum entre os homens. Ele afeta a próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino que envolve a uretra (canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis), localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto¹.

Apesar de 75% dos casos no mundo atingirem a população masculina na terceira idade¹, a incidência do câncer de próstata aumenta consideravelmente a partir dos 50 anos. Fatores genéticos hereditários, histórico familiar⁴, tabagismo e excesso de gordura corporal⁵ também incidem sobre o aumento do risco da doença.

Estimativas no Brasil e no mundo

Conforme indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de próstata corresponde a 13,5% de todos os cânceres no mundo². No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta o correspondente da doença a 29,2% dos tumores malignos (atrás apenas do câncer de pele não melanoma)³ e estima 66 mil novas ocorrências a cada ano até 2022. Isso significa um risco estimado de 62,95 casos novos para cada 100 mil homens³. Em 2018, esse tipo de câncer levou a 15.391 óbitos¹ no país.

Vamos mudar esse placar?

Cartão amarelo para os sintomas

Os sintomas causados pelos tumores podem ocasionar desconfortos muito perceptíveis ao homem, como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziamento da bexiga, presença de sangue na urina, e, quando avançado, insuficiência renal e dor óssea³.

Acontece que a evolução do câncer de próstata na fase inicial é silenciosa³, e pode ocorrer sem o paciente manifestar sintomas comumente vistos nas fases tardias (dificuldade para urinar, sensação de não esvaziamento da bexiga). Entretanto, podem ocorrer sintomas semelhantes às doenças benignas da próstata, como é o caso da hiperplasia (aumento da próstata) ou da prostatite (inflamação causada por bactérias), que afetam metade dos homens com mais de 50 anos⁴.

Por isso, a importância da visita regular ao médico urologista, a partir dessa idade por todos os homens, e a partir dos 45 anos, para a população masculina negra ou aqueles com histórico de câncer de próstata na família⁶.

No primeiro tempo, a estratégia é o diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce do câncer de próstata possibilita melhores resultados no tratamento³. Daí a relevância de fazer um acompanhamento regular com o urologista mesmo na ausência de sintomas, ou mesmo de investigar sinais e sintomas sugestivos da doença, que pode ser identificada por dois exames iniciais de rastreamento:

- Toque retal: o médico introduz o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto do paciente. O exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata e avaliar seu tamanho, forma e textura. Embora alguns homens relatem incômodo e resistam em realizá-lo, o exame é rápido e indolor³.

- Dosagem de PSA: o exame de sangue mede a quantidade de Antígeno Prostático Específico (PSA), proteína produzida pela próstata³.

Se houver alguma alteração no rastreamento, será necessária realizar desde exames complementares, até a biópsia, único exame capaz de confirmar células cancerígenas com 100% de precisão³. O procedimento consiste na retirada de uma amostra de tecido da glândula para análise, com o auxílio de um método de imagem complementar. Nos dias posteriores ao procedimento, pode haver desconforto, presença de sangue na urina ou no sêmen e ainda risco de infecção, tratável com antibiótico.

Tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (para verificar a preservação dos ossos) também são tipos de exames que podem ser solicitados, a depender do resultado da biópsia.

O tratamento é a melhor tática pra você sair ganhando

Uma vez estabelecidos o diagnóstico e o estadiamento (avaliação da extensão da doença) é hora de contra-atacar o tumor.

A escolha do tratamento é sempre individualizada e definida entre paciente e médico, e a terapia prescrita ocorre após uma avaliação dos riscos e benefícios de cada uma das opções³, dependendo do estágio da doença.

A maioria dos tumores localizados é tratável com radioterapia, associados ou não à hormônioterapia, ou cirurgia. Há, no entanto, a probabilidade de efeitos adversos e sequelas, principalmente nas funções sexual e urinária.

Já quando a doença se espalhou para outra parte do corpo (considerada doença metastática), há indicação de terapia hormonal³ como base do tratamento. Medicações para potencializar o bloqueio hormonal da testosterona ou quimioterápicos são algumas das alternativas entre os protocolos de tratamento.

Mantenha o acompanhamento contínuo para driblar a retomada da doença

Mesmo cumprido todas as etapas do tratamento recomendado, o paciente deve seguir com as visitas regulares ao médico. Ele precisa se manter em campo para monitorar o nível de Antígeno Prostático Específico (PSA)⁷.

A recomendação  das sociedades brasileiras de urologia e oncologia é medir o PSA com maior frequência nos meses subsequentes à cirurgia ou radioterapia, aumentando o intervalo após alguns anos, se tudo estiver dentro da normalidade. Em casos suspeitos, orienta-se a realização de novos exames de imagem na busca de alguma lesão residual que possa sinalizar uma recidiva local⁷.

O período de mensuração sugerida é de três a quatro meses, nos primeiros dois anos, após o tratamento inicial; semestralmente até o terceiro ano; e anualmente depois deste período, se não houver suspeita de recidiva⁷.

Aí sim, você terá dado aquele olé no câncer de próstata!

 

Referências

  1. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/es...
  2. https://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/populations/900-world-fact-she...
  3. https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-prostata
  4. http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-prostata
  5. Maule, M. , Merletti, F. , 2012. Cancer transition and priorities for cancer control. Lancet Oncol.. 13, 745–746.
  6. https://portaldaurologia.org.br/publico/noticias/aconselhamento-para-o-d...
  7. 7http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2015/DDT_Adenocarcinom...