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+ Presente Contra o HIV

+ PRESENTE CONTRA O HIV: UMA RESPONSABILIDADE DE TODOS
 

O ano de 2021 representa um marco no combate ao HIV no Brasil:

40 anos se passaram desde a identificação dos primeiros casos no País e, há exatos 25 anos, os medicamentos antirretrovirais, usados para tratar a infecção, passavam a ser distribuídos via rede pública de saúde¹. Mesmo com todas essas conquistas, o momento é de alerta. Dados do Ministério da Saúde indicam um cenário de queda na adesão ao tratamento contra o HIV durante a pandemia de covid-19, quando muita gente deixou de fazer os exames de controle ou adiou a retirada das medicações².

Não podemos colocar em risco tantos anos de vitórias no combate ao HIV. Chegou a hora de agir. Esse é o espírito da campanha + Presente contra o HIV, idealizada pela Janssen como um incentivo para unirmos forças. Queremos encorajar a retomada do autocuidado, reforçar o papel do controle adequado do HIV e mobilizar a rede de apoio em torno das pessoas que convivem com o vírus. Homens e mulheres, de diferentes idades e orientações sexuais, com ou sem HIV. Profissionais que acompanham os pacientes. Pessoas que já viveram, em casa, a dor de perder alguém para esse vírus. Juntos, podemos fazer um país +Presente contra o HIV.

Ao longo dos próximos meses, a campanha vai contar histórias inspiradoras, tirar dúvidas, reforçar a importância do tratamento e desfazer os mitos que alimentam a discriminação contra os pacientes. Você também pode fazer parte dessa história. Compartilhe  o tema, converse abertamente sobre o assunto, ajude a fortalecer a rede de apoio. Se cada um de nós estiver +Presente contra o HIV, não vai sobrar espaço para a desinformação e o preconceito. 

 

 

 

 
QUEM SE TRATA

protege a si mesmo e aos outros, pois tem a chance de alcançar uma carga viral indetectável, reduzindo drasticamente o risco de transmissão3. Estar +Presente contra o HIV é fundamental para quem está em tratamento, com ou sem pandemia. Mas esse recado não é apenas para os pacientes. Se você tem um amigo ou familiar com HIV, ofereça apoio, combata o preconceito e incentive o tratamento. Saia da indiferença. Se você é profissional de saúde, ajude a fomentar essa causa e contribua com seu conhecimento. Afinal, esse é um assunto de toda a sociedade.

 

 

Percepções inadequadas sobre o HIV e seu manejo são reconhecidas como um problema que impacta na continuidade do tratamento3. Por isso, promover informações confiáveis e encorajar pessoas pode fazer muita diferença.

 

 

 

 

 

 

CONHEÇA ALGUMAS DAS AÇÕES DA CAMPANHA

 

VIDEOMANIFESTO: TODO MUNDO + PRESENTE CONTRA O HIV

Uma convocação nacional, um verdadeiro convite para agir diante de um cenário crítico para o manejo do HIV. Esse é o tom do nosso manifesto, protagonizado por pessoas impactadas de diferentes formas por esse assunto. Entre elas, está a apresentadora Adriane Galisteu, que perdeu seu irmão para o vírus nos anos 1990, e pessoas que convivem com o HIV e reconhecem a necessidade de incentivar o tratamento sempre. Confira no nosso canal Youtube Janssen Brasil

 

 

PODSÉRIE: GALISTEU ENTREVISTA GENTE QUE INSPIRA

Pessoas que venceram o medo do estigma e passaram a falar abertamente sobre viver com HIV, a exemplo do cantor Leandro Buenno. Gente como o apresentador Alberto Pereira Jr., que acompanhou o impacto da pandemia para os pacientes que vivem nas periferias. Casais como Thais Renovatto e seu marido Rodrigo, que não desistiram de ter filhos mesmo diante do diagnóstico dela. Esses são alguns dos personagens inspiradores que ajudam a contar a história do HIV no Brasil durante os episódios da podsérie, sob o comando da apresentadora Adriane Galisteu. Assista e veja como o tratamento adequado ajudou cada um deles a transformar sonhos em realidade.

 

 

 

EM NÚMEROS: UM CENÁRIO QUE PREOCUPA

Em 2020, muitos pacientes com HIV deixaram de fazer exames fundamentais, que monitoram a evolução do vírus no organismo e a efetividade do tratamento². Esse é o caso da contagem de células CD4, que apresentou uma queda de 33% na comparação entre o ano passado e o anterior2. O exame ajuda a monitorar as células do sistema imunológico que o HIV costuma atacar: a destruição delas deixa o corpo mais vulnerável a outras infecções, entre elas a própria COVID-194

Exames de carga viral, que medem a atividade do HIV, o que interfere no risco de transmissão do vírus, também foram deixados de lado por conta da pandemia: se, em 2019, foram feitas 919.516 avaliações desse tipo, no ano passado, esse número baixou para 732.2872. Além disso, grande parte dos pacientes deixou de retirar as medicações distribuídas pela rede pública dentro do prazo indicado2, arriscando a própria saúde e correndo riscos de comprometer a eficácia do tratamento (saiba mais nas principais perguntas e respostas sobre o assunto, abaixo).

 

 

 

VIVENDO COM HIV HOJE: TIRE SUAS DÚVIDAS

1. O que acontece quando o paciente interrompe o tratamento contra o HIV?

Com a interrupção do tratamento, ocorre a multiplicação do HIV, ou seja, a quantidade de vírus circulando no sangue do paciente aumenta. Como o HIV ataca as células de defesa do corpo, a pessoa fica mais suscetível a infecções. O potencial de transmissão do vírus para outras pessoas também cresce3.

 

 

2. Quando alguém interrompe o tratamento do HIV e depois decide retomá-lo, o vírus fica mais difícil de tratar?

    Após interromper o tratamento, o paciente pode necessitar de uma rotina diferente de medicações ao retomar seus cuidados. Conhecidas como esquemas de resgate – e eles costumam ser mais complexos, envolvendo um número maior de comprimidos.  Além disso, as interrupções de tratamento podem favorecer a resistência do HIV às medicações, o que representa não apenas um risco individual, mas também coletivo:  as opções de tratamento para o paciente ficam reduzidas e cresce o risco de disseminação de vírus resistentes aos medicamentos disponíveis

     

     

    3. Quem tem HIV corre mais risco de ter covid-19?

      Com base em um estudo envolvendo mais de 15 mil pacientes, em 24 países, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou no segundo semestre de 2021 um comunicado indicando que a infecção por HIV representa um fator de risco significativo para as formas graves de covid-19 no momento da hospitalização e está associada à mortalidade aumentada em pacientes internados6, na comparação com pessoas sem o vírus. Por isso, quem vive com HIV deve falar com seu médico sobre a vacinação para a prevenção da covid-19, considerando inclusive a dose de reforço.

       

       

      4. Como posso encorajar alguém que tem HIV a se tratar?

      Manter segredo sobre um diagnóstico de HIV pode ter um impacto negativo na adesão ao tratamento3. Muitas vezes, o paciente teme que terceiros desconfiem de sua sorologia. Por isso, muitos deixam de ir às consultas e adiam a realização de exames ou a retirada de medicamentos. Outros podem desrespeitar o horário de tomar as medicações. Por outro lado, quando o paciente com HIV se sente à vontade para compartilhar o diagnóstico com pessoas de confiança da família ou entre seus amigos, as chances de adesão e autocuidado são maiores3. Mas, para que isso ocorra, é preciso criar um ambiente social livre de preconceito e discriminação. Esse é uma tarefa coletiva e todo mundo pode colaborar: compartilhar informação de qualidade para ajudar a reduzir o estigma e se mostrar empático, construindo uma relação de confiança e acolhimento com o paciente, são medidas que fazem diferença.

       

       

      5. Qual é a importância dos exames de rotina para quem tem HIV?

      Os exames que auxiliam a equipe de saúde a monitorar a ação do HIV no organismo são fundamentais. Um exemplo é o teste que verifica a quantidade de vírus presente no sangue do paciente, chamado de exame de carga viral. A partir dessa informação, o médico poderá verificar a efetividade do tratamento realizado ou avaliar a necessidade de possíveis trocas de medicação7. Outro exame fundamental é a contagem de linfócitos CD4, que são células do sistema imunológico frequentemente atacadas pelo HIV. Esse monitoramento permite adotar medidas preventivas para evitar o aparecimento de infecções oportunistas no paciente e, também, auxilia o médico a orientar o tratamento4. O surgimento da terapia antirretroviral combinada (TARV) e o oferecimento desses exames, que permitem monitorar a progressão do HIV, trouxeram benefícios marcantes para a saúde das pessoas que vivem com o vírus, permitido que elas retomem e concretizem seus projetos de vida.

       

       

      6. Quais são os primeiros sintomas da infecção por HIV?

        Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, grande parte dos casos pode passar despercebida. Esses sinais tendem a aparecer de três a seis semanas após a exposição ao HIV, período chamado de incubação do vírus.

         

         

        7. Qual é a diferença entre HIV e aids?

          A Aids é a sigla em inglês para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida  e representa o estágio mais avançado de uma infecção pelo vírus HIV. Os pacientes podem chegar a essa fase quando não realizam o tratamento adequado, por desconhecerem que estão infectados ou por falhas de adesão ao esquema indicado pelo médico. A Aids é marcada pelo desenvolvimento de doenças oportunistas, que surgem a partir da baixa imunidade do corpo, tais como: tuberculose, pneumonia, toxoplasmose, hepatites e alguns tipos de câncer8. Por outro lado, em pessoas com HIV que foram diagnosticadas precocemente e seguem o tratamento prescrito pelo médico, o HIV pode se tornar indetectável. Isso significa que existe uma quantidade muito pequena de vírus circulando no organismo, o que permite o bom funcionamento do sistema imunológico. Com isso, esses pacientes podem ter uma vida longa e produtiva

           

           

          8. Existem grupos de risco para a infecção por HIV?

            A ideia de “grupo de risco” é um conceito ultrapassado, que reforça a discriminação e desestimula o cuidado entre aqueles que não se consideram vulneráveis. O que existe são comportamentos de risco, como compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas, entre outros. Pessoas de qualquer gênero, orientação sexual, idade ou cor de pele podem se infectar e transmitir o HIV. Por isso, ao passar por uma situação de risco, é importante procurar uma unidade de saúde imediatamente, fazer o teste e se informar sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

             

             

            9. O HIV pode ser transmitido durante a prática de sexo oral?

              As principais formas de transmissão do vírus HIV são: sexo com penetração sem preservativo, compartilhamento de agulhas ou seringas e contaminação durante a gravidez, no parto ou durante a amamentação. Em relação ao sexo oral, dados nacionais e internacionais mostram que a prática não é 100% inofensiva: o risco de infecção por HIV é considerado baixo, mas existe9. Além disso, o sexo oral sem proteção pode aumentar o risco de contrair outras infecções sexualmente transmissíveis importantes, como gonorreia e HPV (principal causa de câncer do colo do útero).

               

               

              10. Quem tem HIV pode ter filhos livres do vírus?

                A adesão adequada ao tratamento com antirretrovirais e a adoção de medidas preventivas permitem que as pessoas que vivem com HIV tenham filhos de forma segura, podendo anular o risco de transmissão para o bebê. Por outro lado, se nenhuma medida for adotada, a probabilidade de a criança ser infectada é alta, em torno de 25,5%10. Nesses casos, o HIV pode ser transmitido durante a gestação, no momento do parto ou durante a amamentação. 

                 

                 

                 

                 

                Referências

                1. Ministério da Saúde. Tratar todas as pessoas vivendo com HIV/aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/hiv/tratar-todas-pessoas-vivendo-com-hivaids

                2. Ministério da Saúde. Painel de monitoramento de dados de HIV durante a pandemia da COVID-19. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/painelcovidHIV

                3.   Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Manual de adesão ao tratamento para pessoas vivendo com HIV e aids. Brasília, 2008.

                [4. Ministério da Saúde. Rede Nacional de Laboratórios de Contagem de Linfócitos TCD4+. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/monitoramento-da-infeccao-pelo-hiv-hiv/rede-nacional-de-laboratorios-de

                5. Silva, J. A. G., Dourado, I., de Brito, A. M., & da Silva, C. A. L. (2015). Factors associated with non-adherence to antiretroviral therapy in adults with AIDS in the first six months of treatment in Salvador, Bahia State, Brazil. Cadernos de Saude Publica, 31(6), 1–11. https://doi.org/10.1590/0102-311X00106914

                6. Bertagnolio S, Thwin SS, Silva R, Ford N, Baggaley R, Vitória M, Jassat W, Doherty M, Diaz J. Características clínicas e fatores prognósticos em pessoas vivendo com HIV hospitalizadas com COVID-19: resultados da OMS Plataforma Clínica Global. Julho de 2021. https://theprogramme.ias2021.org/Abstract/Abstract/2498 . 

                7. Ministério da Saúde. Rede Nacional de Laboratórios de Carga Viral. Disponível em:  http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/monitoramento-da-infeccao-pelo-hiv-hiv/rede-nacional-de-laboratorios-de-carga

                8. Ministério da Saúde. Sintomas e fases da aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv/sintomas-e-fases-da-aids

                9. VARGHESE, B.; MAHER, J. E.; PETERMAN, T. A. et al. Reducing the risk of sexual HIV transmission: quantifying the per-act risk for HIV on the basis of choice of partner, sex act, and condom use. Sex Transm. Dis., Nova York, v. 29, n. 1, p. 38-43, ago. 2002.

                10. Rodrigues, S. T. C., Vaz, M. J. R., & Barros, S. M. O. (2013). Transmissão vertical do HIV em população atendida no serviço de referência. Acta Paulista de Enfermagem, 26(2), 158-164. https://doi.org/10.1590/S0103-21002013000200009