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TBT

Continua #TudoBemTratar o câncer

 

 

O que é #TBT? O #TBT, do inglês Throwback Thursday, é um movimento nas mídias sociais onde toda quinta-feira as pessoas postam fotos nostálgicas de suas vidas, relembrando bons momentos.

A campanha

Queremos ressignificar o movimento, adiantando-o para segunda-feira, o dia em que recomeçamos.

A campanha #TudoBemTratar foi criada e desenvolvida por uma coalizão formada por sete entidades, entre sociedades médicas, associações de pacientes e a Janssen. O objetivo é prover informação de qualidade para que os pacientes oncológicos possam realizar seus diagnósticos e continuar seus tratamentos de forma segura, inclusive durante a pandemia.

Mesmo com todas as mudanças que o novo coronavírus trouxe para nossas vidas, continua  tudo bem – e é preciso! – cuidar da sua saúde e tratar o câncer.  Já existem recomendações e protocolos de segurança para que a jornada de cuidados dos pacientes não seja interrompida pela Covid-19. Confira aqui o guia que preparamos para você!

 

Faça o seu #TBT e vamos construir um futuro no qual o câncer seja parte do passado.

Mostre que continua #TudoBemTratar o câncer.

A importância do tratamento oncológico

Muitos pacientes com suspeita ou em tratamento de doenças graves, como o câncer, postergaram a ida aos hospitais e clínicas por preocupação com a contaminação pelo novo coronavírus. Porém, essa decisão é muito perigosa e pode acarretar sérios problemas à saúde, já que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são as chaves para os melhores resultados do tratamento oncológico.

Além de deixar clara a importância de se atentar aos sinais e sintomas de possíveis doenças oncológicas, a campanha #TudoBemTratar o câncer também esclarece como é possível manter os cuidados com a sua saúde mesmo em época de pandemia.

O impacto da Covid-19 no tratamento do câncer

Em 2020 o mundo mudou. A descoberta e a rápida propagação do novo coronavírus, nomeado de SARS-CoV-2, alterou a vida das pessoas e afetou todos os setores da sociedade. Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que o mundo estava passando por uma pandemia.

Dentre os grupos mais afetados pela Covid-19, destacam-se os pacientes oncológicos que, frequentemente, têm diminuição da imunidade por causa da própria doença, pelo estado debilitado de recuperação pós-cirúrgica ou pelo efeito imunossupressor de alguns tratamentos1. Diante do pânico e da ausência de informações a respeito do novo vírus, muitos receberam em um primeiro momento a recomendação dos estabelecimentos de saúde para adiar suas consultas e tratamentos, ou decidiram adiar por conta própria.

Porém essa escolha pode ter consequências graves, uma vez que atrasar o diagnóstico do câncer ou adiar o tratamento desta doença pode comprometer o sucesso da terapia2.

Dados demonstram queda nos tratamentos oncológicos durante a Covid-19

Um estudo realizado em maio pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 155 países, durante um período de 3 semanas, demonstrou que o impacto nos serviços de prevenção e tratamento de doenças não transmissíveis (DNTs) foi global. Segundo a pesquisa, 42% dos países precisaram interromper parcial ou totalmente o serviço de tratamento oncológico3.

No Brasil, um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) em parceria com a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), entre os meses de março e maio de 2020, apontou que 70% das cirurgias de câncer deixaram de ser realizadas e pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de receber o diagnóstico da doença4Os dados ainda revelaram que, desde o decreto do estado de pandemia pela OMS, houve uma redução de 50 a 90% das biópsias enviadas aos patologistas4.

Na rede pública do Estado de São Paulo, por exemplo, foram realizados 5.940 biopsias entre março e maio deste ano enquanto que em 2019, no mesmo período, foram realizadas 22.6804, uma redução de mais de 70%. 

O Instituto Oncoguia também percebeu a súbita mudança de cenário e realizou uma pesquisa com a finalidade de averiguar os impactos da pandemia nos tratamentos oncológicos. Entre os dados obtidos, o levantamento apontou que 43% dos respondentes sentiram esse impacto. A região Norte do Brasil foi a mais afetada pela pandemia, enquanto pacientes do Sul foram os menos afetados, com 63% e 32%, respectivamente5.

Daqueles que fazem o tratamento no SUS, 60% informaram terem sentido algum impacto durante a pandemia, enquanto 33% dos usuários de redes privadas afirmaram que tiveram seus serviços afetados de alguma forma5.

Além disso, 12% dos pacientes decidiram interromper o tratamento por conta própria, temendo a contaminação, e apenas 3% tomaram esta decisão compartilhada com o médico. Em 43% dos casos, a decisão de adiar o tratamento foi da própria instituição de saúde com a preocupação de transmissão e infecção, não só dos pacientes, mas também da equipe médica envolvida5.

Ressalta-se que a Covid-19 também impactou fortemente a saúde emocional dos pacientes. De acordo com o Oncoguia, 52% dos pacientes disseram que a questão emocional foi a mais afetada, seguida pela área social (46%), saúde (33%) e financeira (32%)5.

Referências

  1. https://sboc.org.br/noticias/item/1797-posicionamento-sboc-coronavirus-c...
  2. http://www.oncoguia.org.br/conteudo/pandemia-reduz-exames-para-diagnosti...
  3. https://www.who.int/publications/m/item/rapid-assessment-of-service-deli...
  4. https://sbco.org.br/2020/05/14/sociedades-medicas-apontam-reducao-de-70-...
  5. http://www.oncoguia.org.br/pub/slide/slide_6e6b_200622_1213.pdf

 

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Parceria:

  • Intituto Vencer o Câncer
  • Instituto Lado a Lado Pela Vida
  • International Myeloma Fundation
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