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Viver é MovimentAR

Viver é MovimentAR: em defesa da sua liberdade de movimento
 

Dor e inchaço nas juntas? Então, precisamos conversar sobre a saúde das suas articulações. São elas que levam você para todo canto. E nos permitem digitar, pedalar, trabalhar ou abraçar alguém. Mas, para quem tem artrite reumatoide (AR), até mesmo as tarefas mais simples do cotidiano, como pentear os cabelos ou escovar os dentes, podem se tornar um grande desafio.

Estamos falando, muitas vezes, de pessoas em plena idade produtiva, já que os primeiros sintomas da doença costumam se manifestar entre os 30 e os 40 anos1. Após dois anos de sintomas, sem tratamento, grande parte dos pacientes já apresenta danos importantes e irreversíveis nas articulações2.

Por outro lado, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são grandes aliados das articulações. Mas o desafio é grande: quem tem artrite reumatoide pode levar anos para identificar a doença, peregrinando por diferentes especialidades médicas em buscas de respostas3. Por isso, nós queremos ajudar a encurtar esse caminho.

 

 

Favorecer a identificação mais ágil de pacientes é um dos um dos grandes objetivos da iniciativa Viver é MovimentAR – Não deixe a Artrite Reumatoide parar você . Ao longo do mês de outubro, marcado pelo Dia Mundial da Artrite Reumatoide (12/10) e pelo Dia Nacional de Alerta para Doenças Reumáticas (30/10), vamos falar sobre sintomas de um jeito leve, desmistificar o papel do reumatologista e mostrar histórias inspiradoras desses pacientes.

 

JUNTOS,

queremos movimentAR o cenário da Artrite Reumatoide no Brasil. Por isso, a campanha reúne esforços de muita gente: Janssen, comunidade médica e de grupos de pacientes de várias regiões,  como Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará (Garce), o Grupo de Pacientes Artríticos de Porto Alegre (Grupal), o Grupo de Pacientes Artríticos do Rio de Janeiro (Gruparj) e o projeto Biored Brasil, formado por diferentes associações.

Agora, o convite vai para você. Chegou a hora de se movimentAR diante de sinais sugestivos da doença e buscar o diagnóstico o quanto antes. Chegou a hora de se movimentAR em busca de mais qualidade de vida e discutir todas as possibilidades de tratamento com o seu médico.

 

Porque liberdade de movimento é fazer o que você gosta.  
E a artrite reumatoide não pode parar você! 

 

 

 

Conheça as iniciativas da campanha

 

 

PintAR, DançAR, TrabalhAR, PedalAR e ViajAR: um manifesto pela liberdade de movimento

Com a voz, os pacientes. Mulheres, homem, pessoas de diferentes idades e sotaques. Convidamos quem conhece de perto os desafios da Artrite Reumatoide para falar sobre sua jornada.  E o resultado é um verdadeiro manifesto pela Liberdade de Movimento. Confira!

 

 

 

 

Reumatologista não é só médico da vovó: uma live-debate essencial

Muita gente ainda acredita no mito de que o reumatologista é um médico apenas para os idosos4. Mas a verdade é que a saúde das articulações é um assunto importante a vida toda, independentemente da sua idade. Por isso, convidamos a jornalista Mariana Ferrão para bater um papo super informativo sobre os sinais de alerta para possíveis problemas nas juntas e a hora de buscar ajuda médica especializada. No debate com ela, quem mais entende de artrite reumatoide: o reumatologista e uma paciente muito inspiradora. Aqui, no Instagram Janssen.

 

 

Intervenção urbana: informação, arte e representatividade

Uma boneca articulada gigante chama a atenção em São Paulo durante a campanha. Com suas articulações 100% flexíveis, ela simboliza a liberdade de movimento que desejamos a todos. A cada dia a escultura ganha uma pose diferente, representando as atividades mais importantes na vida de diferentes pacientes. Mais do que interagir com a cidade, a obra ajuda a chamar a atenção para materiais educativos que informam sobre os sintomas da artrite reumatoide e a importância de se movimentAR na direção do diagnóstico precoce. De 28/10 a 3/11, das 9h30 às 18h30, Largo da Batata (Rua Teodoro Sampaio com Av. Brigadeiro Faria Lima).

 

 

Confira alguns registros da ação Viver é MovimentAR no Largo da Batata, em São Paulo

 

 

 

Tire suas dúvidas: perguntas e respostas sobre artrite reumatoide

 

1) Artrite reumatoide e artrose são a mesma coisa?

Artrite e artrose são doenças diferentes, mas os sintomas são parecidos e ambas afetam as nossas articulações, também chamadas de juntas. São essas estruturas que fazem a conexão entre os ossos do corpo. Na artrose ocorre um desgaste da cartilagem que fica entre os ossos, geralmente por causa do envelhecimento. Já a artrite reumatoide é uma inflamação autoimune, ou seja: o próprio organismo ataca suas articulações, causando inchaço e dores nas regiões afetadas. Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, inclusive crianças, e as pequenas articulações, especialmente mãos e pés, costumam ser afetadas primeiro5.

 

2) Qual é a causa da artrite reumatoide (AR)?

Os médicos consideram que o desenvolvimento da artrite reumatoide é influenciado por fatores hormonais, ambientais e imunológicos, agindo em conjunto sobre pessoas que têm uma predisposição genética para a doença6. Por isso, não é raro encontrar casos de AR na mesma família, principalmente em familiares de primeiro grau, como irmãos, pais e filhos7.

 

3) Apenas mulheres podem ter artrite reumatoide?

Nada disso. Homens também podem desenvolver a artrite reumatoide, embora a doença seja de duas a três vezes mais comum em mulheres1.

 

4) A artrite reumatoide é uma doença apenas de idosos?

Não! A incidência da doença realmente aumenta com a idade, especialmente a partir da quinta década de vida, mas os primeiros sintomas costumam surgir entre a terceira e a quarta década de vida, no auge da atividade produtiva1. Existe, ainda, a artrite reumatoide juvenil, ou idiopática, que acomete pacientes antes dos 17 anos de idade8.

 

5) Dor nas costas pode ser um sinal de artrite reumatoide?

Sim, embora não seja a manifestação inicial mais frequente. A doença pode afetar qualquer articulação do corpo, mas geralmente os primeiros sintomas ocorrem nas mãos, punhos ou tornozelos, de forma simétrica, ou seja: afetando os dois lados do corpo. Com o tempo, muitas vezes a doença progride para joelhos, ombros, cotovelos e quadris. Mas também pode ocorrer o comprometimento de articulações da coluna9.

 

 

6) Existe algum remédio caseiro para curar artrite reumatoide?

Muitas vezes os pacientes partem em busca de terapias alternativas, deixando de lado o tratamento prescrito pelo médico e arriscando sua saúde. Dietas, massagens e substâncias homeopáticas são muito buscadas pelos pacientes, mas as sociedades médicas apontam que faltam estudos científicos sobre a segurança e a eficácia da maioria dessas terapias10. Por isso, é importante consultar o reumatologista para todas as decisões que envolvam o manejo da AR e nunca tomar ou abandonar medicamentos por conta própria.

 

7) Qual é a diferença entre o reumatologista e o ortopedista?

O médico ortopedista trata sobretudo doenças relacionadas aos ossos, como fraturas, bem como luxações, entorses e outras lesões. Muitas vezes, essas lesões são resultado de trauma físico e podem requerer intervenções cirúrgicas. Já o reumatologista cuida dos problemas inflamatórios das articulações e tecidos, que em geral são de natureza crônica e persistem por longos períodos. Diferentes doenças autoimunes fazem parte desse grupo, como a artrite reumatoide.

 

8) Quando devo procurar um reumatologista?

Sintomas que persistem por mais de 6 semanas devem ser avaliados pelo reumatologista, tais como: dor, inchaço e vermelhidão nas articulações, especialmente nas mãos, e dificuldade em se mexer ao acordar, durando pelo menos uma hora1. O diagnóstico precoce é fundamental para preservar a saúde das articulações.

 

9) Artrite reumatoide tem tratamento?

Sim! A doença não tem cura, mas tem tratamento. Iniciá-lo o quanto antes é fundamental, pois grande parte do dano nas articulações tende a ocorrer nos primeiros estágios. Por outro lado, começar o tratamento nos primeiros 12 meses de sintomas, principalmente nas 12 semanas iniciais, aumenta a chance de um controle mais rápido e efetivo da doença, beneficiando a qualidade de vida11. Nos últimos anos, os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento da AR, especialmente para casos da doença ativa moderada a grave. É importante conversar com o médico sobre todas as opções disponíveis, buscando sempre uma vida com mais liberdade de movimento, com menos dor e rigidez. 

 

10) O que acontece se eu não tratar a artrite reumatoide?

Sem tratamento, a doença pode progredir rapidamente, causando danos irreversíveis nas articulações. Como consequência, o paciente acaba sofrendo limitações em diferentes áreas da vida, do trabalho à rotina pessoal, incluindo tarefas básicas, como amarrar os sapatos ou pentear os cabelos. Muitos pacientes acabam se aposentando por invalidez. Além disso, pacientes com a doença avançada podem apresentar menor sobrevida12.

 

 

 
 

 

 

 

Referências

1. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Artrite Reumatoide: Doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações e com causa ainda desconhecida. Disponível em: www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/artrite-reumatoide/

2. Fuchs HA, Kaye JJ, Callahan LF, Nance EP, Pincus T. Evidence of significant radiographic damage in rheumatoid arthritis within the first 2 years of disease. J Rheumatol 1989 May;16(5):585- 91.

3. Instituto Ipsos. A jornada do paciente reumático. Pesquisa on-line aplicada entre outubro de 2020 e janeiro de 2021, a pedido da Janssen.

4. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/artrite-reumatoide/

5. Hellmann, D. B.; Stone, J. H. Arthritis & musculoskeletal disorders. In: TIERNEY, L. M. et al. Curr Med Diag Treat 43. ed. New York: McGraw-Hill, 2004. p. 797-825

6. Klareskog, l.; Wedren, S.; Alfredsson, L. On the origins of complex immune-mediated disease: the example of rheumatoid arthritis. J Mol Med, v. 87, n. 4, p. 357-62, 2009

7. Goeldner, Isabela; Skare, Thelma L.; de Messias Reason, Iara T.; Ramos da Rosa Utiyama, Shirley Artrite reumatoide: uma visão atual Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, vol. 47, núm. 5, 2011.

8. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Artrite Idiopática Juvenil. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/artrite-idiopatica-juvenil/

9. Matteson EL. Extra-articular features of Rheumatoid Arthritis and systemic involvement. In: Hochberg MC, Silman AJ, Smolen JS, Weinblatt ME, Weisman MH. Rheumatology 3.ed. Mosby-Elsevier, 2003; p.781-92

10. Macfarlane GJ, El-Metwally A, De Silva V, Ernst E, Dowds GL, Moots RJ; on behalf of the Arthritis Research UK Working Group on Complementary and Alternative Medicines. Evidence for the efficacy of complementary and alternative medicines in the management of rheumatoid arthritis: a systematic review. Rheumatology (Oxford) 2011;50(9):1672-83.

11. Finckh A, Liang MH, van Herckenrode CM, Pablo P. Long-term impact of early treatment on radiographic progression in rheumatoid arthritis: a meta-analysis. Arthritis Rheum. 2006 Dec;55(6):864–72.

12. Mota, Licia Maria Henrique da et al. Consenso 2012 da Sociedade Brasileira de Reumatologia para o tratamento da artrite reumatoide. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v. 52, n. 2, p. 152-174, abr. 2012.