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CÂNCER DE PRÓSTATA

CÂNCER DE PRÓSTATA

 

 

A mais recente estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que o câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, correspondendo a 13,5% de todos os cânceres no mundo1. No Brasil, a doença corresponde a 29,2% dos tumores malignos em homens, sendo o câncer mais frequente nessa população se não considerarmos os tumores de pele não melanoma. Estimam-se 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano até 2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens2. Em 2017, somente em nosso país, ocorreram 15.391 óbitos por esse tipo de câncer. Trata-se de um tumor que afeta a glândula que envolve a uretra (canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis) e fica localizada abaixo da bexiga3.

O principal fator de risco é a idade e sua incidência aumenta significativamente a partir dos 50 anos. Outros fatores de riscos conhecidos que aumentam o risco da doença são: histórico familiar, fatores genéticos hereditários3, tabagismo e excesso de gordura corporal4.

Sintomas

O câncer de próstata em estágio inicial não costuma apresentar sintomas. Já em fase mais avançada, o paciente pode ter sintomas miccionais como dificuldade para urinar, jato urinário fraco e desejo frequente de urinar, e também sentir dor principalmente no caso de já possuir metástase óssea3

É fundamental procurar um médico, uma vez que os sintomas podem ser confundidos com os de doenças benignas da próstata como a hiperplasia (aumento benigno da próstata), que afeta mais da metade dos homens com mais de 50 anos, e a prostatite (inflamação na próstata, normalmente causada por bactérias)3.

Diagnóstico

Para investigar os sinais e sintomas de um câncer de próstata e descobrir se a doença está presente ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais3

Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata3
Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata3

Esses exames devem ser realizados a partir dos 50 anos por todos os homens e a partir dos 45 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família5.

Para confirmar o diagnóstico de câncer de próstata é necessário fazer uma biópsia. Nesse exame, são retirados pedaços muito pequenos da próstata para serem analisados no laboratório. A biópsia é indicada caso seja encontrada alguma alteração no exame de PSA ou no toque retal3.

Tratamento

Diagnosticar o câncer de próstata no início da doença aumenta a chance de sucesso no tratamento. Os tratamentos incluem várias modalidades e técnicas, podendo ser combinadas ou não3.

Quando localizado apenas na próstata, este câncer pode ser tratado com a cirurgia de retirada total deste órgão juntamente com as vesículas seminais, sendo esse tratamento indicado principalmente nos homens com grande expectativa de vida e que apresentam riscos de progressão da doença se ela não for tratada adequadamente. A radioterapia pode ser indicada em alguns casos. Nos pacientes que apresentam a doença com baixo risco de progressão pode ser indicado somente o acompanhamento com vigilância ativa do tumor, e neste caso é necessário enfatizar para o paciente a necessidade de fazer os exames periódicos indicados. Importante ressaltar que o tratamento deve ser sempre discutido com seu médico urologista uma vez que todas as modalidades terapêuticas apresentam benefícios, mas também apresentam riscos de efeitos adversos, principalmente nas funções sexual e urinária³.

A terapia de bloqueio hormonal pode ser utilizada em várias situações6:

Se o paciente não pode realizar cirurgia ou radioterapia, ou se a doença não pode ser curada por estes procedimentos, pois o câncer já se disseminou além da próstata.
Se o câncer não foi totalmente retirado ou recidivou após a cirurgia ou radioterapia.
Junto com a radioterapia como tratamento inicial, se o paciente tem um alto risco de recidiva após o tratamento (risco determinado com base na pontuação de Gleason, nível do PSA e/ou desenvolvimento do tumor fora da próstata).
Antes da radioterapia para tentar reduzir o tamanho do tumor e tornar o tratamento mais eficaz.

Este tratamento tem por objetivo de reduzir o nível dos hormônios masculinos (andrógenos) no corpo, uma vez que são eles que estimulam as células do câncer de próstata a crescerem. Existem diferentes tipos de terapia hormonal e a escolha deve ser feita em conjunto com seu médico levando em consideração, dentre outros fatores, a fase da doença.

Existem ainda outras medicações e quimioterápicos que podem ser alternativas de acordo com a extensão e as características da doença, incluindo opções de quimioterapia de administração oral5.

A escolha do melhor tratamento é feita individualmente, por médico especializado, caso a caso, após definir quais os riscos, benefícios e melhores resultados para cada caso, conforme estágio da doença e condições clínicas do paciente3.

Referências

  1. https://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/populations/900-world-fact-sheets.pdf
  2. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf
  3. http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-prostata
  4. Maule, M. , Merletti, F. , 2012. Cancer transition and priorities for cancer control. Lancet Oncol.. 13, 745–746.
  5. http://sbu-sp.org.br/publico/cancer-de-prostata-3/
  6. http://www.oncoguia.org.br/conteudo/hormonioterapia-para-cancer-de-prostata/1211/290/