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Saiba mais sobre o Mieloma Mútiplo, o segundo tipo de câncer mais comum no sangue

Saiba mais sobre o Mieloma Mútiplo, o segundo tipo de câncer mais comum no sangue

Você conhece o Mieloma Mútiplo? Pouco se fala a respeito, mas ele é o segundo tipo câncer hematológico mais frequente na população e é uma doença agressiva.

 

     A doença se forma quando um tipo de célula da medula óssea, os plasmócitos (que são responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias), sofrem uma   mutação. Essas  células se tornam defeituosas e se multiplicam desordenadamente, formando um tumor maligno, que compromete o funcionamento das células saudáveis.

Com uma alta taxa de letalidade, a doença é mais comum em idosos (a mediana de idade dos pacientes brasileiros é de 63 anos). Seus sintomas podem ser confundidos com sinais considerados típicos do envelhecimento, como dores nas costas, cansaço e baixa imunidade. Algumas complicações clínicas, como anemia, infecções, insuficiência renal e perda/lesões ósseas também podem ocorrer, impactando muito negativamente a qualidade de vida. 

Como o Mieloma Múltiplo é pouco conhecido e tem sintomas considerados comuns com o avançar da idade, obter o diagnóstico pode ser difícil. Por isso é importante ficar atento e buscar um médico após surgimento de qualquer sintoma, além de manter uma rotina preventiva, realizando exames de sangue e renais regularmente. 

Ainda não existe cura para o Mieloma, mas os tratamentos atuais podem desacelerar a progressão e também diminuir os sintomas. Vale lembrar que, apesar da doença geralmente se desenvolver de forma lenta, ela tem um caráter cíclico. Ou seja, mesmo após tratamentos incialmente bem-sucedidos, é esperado que em algum momento os pacientes voltem apresentar sintomas ou sinais clínicos da doença – são as chamadas recaídas.   

Com um diagnóstico rápido e o uso de terapias modernas, o paciente pode prolongar o tempo sem recaídas, diminuindo surgimento das complicações relacionadas à doença. Assim, além de preservar uma boa qualidade de vida, é possível melhorar o curso natural da doença, uma vez que a sustentação de um período mais longo sem recaídas pode impactar na expectativa de vida total após o diagnóstico.

Atualmente, as opções terapêuticas disponíveis no Brasil são quimioterapia, administração de corticoides, transplante de medula óssea e, mais recentemente, novas classes terapêuticas surgiram:

Agentes de segunda geração, derivados de medicamentos já aprovados e utilizados no tratamento do Mieloma Múltiplo (inibidores de proteassomas e imunomoduladores) 

Imunoterapia - os anticorpos monoclonais, além de ter ação direta no tumor, potencializam o sistema imunológico do próprio paciente para combater o câncer.

Procure sempre um médico ao surgimento de qualquer sintoma e, para saber mais sobre o Mieloma Múltiplo, visite: https://www.myeloma.org.br/