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Saúde do Coração

Psoríase influencia na saúde do coração e pode causar doenças

Manter hábitos de vida saudáveis e fazer exames periódicos é fundamental

 

A psoríase normalmente é relacionada a alterações articulares e outras condições. Isso acontece pois ela atua de forma sistêmica, favorecendo o surgimento de outras doenças, como a síndrome metabólica. Formada pela hipertensão, diabetes e obesidade, a síndrome reúne os principais fatores de risco e acarreta o surgimento de doenças cardiovasculares[1].

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase nas formas moderada a grave está muito associada com outras manifestações. Por essa razão, é importante que o paciente mantenha hábitos de vida saudável e faça exames periódicos para avaliar a sua saúde cardiovascular1.

 

O que dizem os pesquisadores?

Estudos internacionais mostram um aumento em torno de 50% no risco de doenças cardiovasculares em pacientes com psoríase frente à população geral, especialmente em pacientes mais jovens[2]. Isso contribui com a hipótese de que pacientes com psoríase de grau intenso têm mais síndrome metabólica e estão sujeitos a um maior risco de aterosclerose (condição em que há o enrijecimento da parede das artérias) em relação às pessoas sem psoríase.

 

Pessoas com psoríase têm 50% mais chances de ter doenças cardiovasculares do que aquelas sem a doença.

 

“As pesquisas têm mostrado que a inflamação na psoríase não é exclusivamente na pele, mas sistêmica, especialmente nos casos mais graves da doença, e o quadro inflamatório costuma ser mais intenso naqueles que apresentam comorbidades, como a síndrome metabólica. Mas a doença pode ser controlada e passar anos sem se manifestar quando cada paciente recebe o tratamento adequado”, esclarece Dr. Rafael Tomaz, dermatologista e gerente médico da Janssen. 

Considerando o risco à vida que tais condições oferecem, é importante que o médico especialista faça uma avaliação do risco cardiovascular e acompanhe de perto o paciente, para diminuir as chances de complicação.

 


[2] Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Vol.113. No.2. Setembro de 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2019000800250&lng=en&nrm=iso&tlng=pt